Foi divulgada recentemente a Nota Técnica Conjunta 2025.001, que traz diretrizes para a implementação do CNPJ alfanumérico nos Documentos Fiscais Eletrônicos (DFe). Essa mudança impactará diretamente todos os sistemas responsáveis pela emissão e validação desses documentos em todo o país.

A adoção do novo modelo já está prevista na Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024 e tem como principal objetivo ampliar a capacidade de geração de novos CNPJs, permitindo o uso de combinações alfanuméricas para novas inscrições.

A expectativa é que os primeiros CNPJs com letras comecem a ser emitidos a partir de julho de 2026.

Como será o novo formato do CNPJ?

O CNPJ continuará com 14 caracteres, mas passará a ter a seguinte estrutura:

  • As 12 primeiras posições poderão conter letras e números (alfanuméricas);
  • As 2 últimas posições permanecerão como os dígitos verificadores (DV), calculados com base na mesma lógica atual, adaptada para considerar letras conforme a tabela ASCII.

Exemplo de formato: A1B2C3D4E5F6-XX (sendo “XX” o dígito verificador)

Quais os impactos nos Documentos Fiscais Eletrônicos?

A mudança afeta diretamente todos os sistemas que emitem e validam DFe, incluindo:

  • NF-e, NFC-e, CT-e, MDF-e, NF3e, BP-e, NFCom, entre outros;
  • A validação da chave de acesso, que inclui o CNPJ;
  • A geração e leitura de códigos de barras (DANFE, DACTE, etc.).

A introdução do CNPJ alfanumérico representa uma transformação significativa na estrutura do sistema tributário nacional. Empresas, desenvolvedores e profissionais da área fiscal devem se antecipar e adaptar seus sistemas, validações e estruturas de DFe para garantir conformidade e continuidade operacional.

Fonte: Jornal Contábil

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